Virgílio Gomes da Silva – Conhecido como Jonas, Borges e Breno, foi o comandante militar da ação do seqüestro, tendo 36 anos de idade na época. Fez treinamento militar em Cuba, em 1967. Militante da ALN, foi duramente perseguido pelo regime militar logo após o seu envolvimento no seqüestro do embaixador norte-americano. Caiu no dia 29 de setembro de 1969, pouco mais de vinte dias após o desfecho do seqüestro. Não resistiu às sessões de torturas sofridas nas dependências da Oban, morrendo um dia depois da prisão.
Manoel Cyrillo de Oliveira Netto – Com 23 anos na época, foi o segundo comandante militar do seqüestro, sendo um dos que renderam o embaixador. Era vice-comandante do grupo tático armado da ALN em São Paulo. Foi preso no dia 30 de setembro de 1969, permanecendo no cárcere por dez anos.
João Sebastião Rios de Moura – Tinha 22 anos, foi quem deu o sinal de alerta quando o carro do embaixador surgiu na rua do seqüestro. Exilou-se no Chile em 1970, seguindo para a França, de onde só retornou em 1980. Foi morto em Salvador, em 1983, já depois de anistiado, por dois homens que vestiam casacos e chapéus.
Vera Sílvia Araújo de Magalhães – Tinha 21 anos, seduziu o chefe de segurança da casa do embaixador, obtendo informações sobre o seu trajeto diário; deu cobertura na captura. Foi presa em 1970, sendo torturada. Foi trocada pelo embaixador alemão, outro seqüestrado pelos guerrilheiros, partindo para o exílio, só retornando ao Brasil após a Anistia. Morreu em dezembro de 2007.
Joaquim Câmara Ferreira – Tinha 56 anos, coordenando as negociações do seqüestro com o governo, ficando o tempo todo na casa, ao lado de Elbrick. Rompeu com o PCB, integrando o comando da ALN. Sucessor natural de Carlos Marighella, foi preso no dia 24 de outubro de 1970, sendo levado para um sítio na periferia de São Paulo, onde foi torturado até morrer horas depois.
Sérgio Rubens de Araújo – Tinha 21 anos. Foi quem dirigiu a Kombi verde que levou o embaixador para o cativeiro. Tornou-se uns dos diretores do jornal “Hora do Povo”, órgão oficial do desintegrado ideologicamente MR-8 pós-ditadura.
Cláudio Torres da Silva – Tinha 24 anos, dirigiu todos os carros em que o embaixador foi transportado. Foi preso no dia 9 de setembro, dois dias após o desfecho da ação, ficando na prisão até 1977. Sempre evitou falar no seqüestro, considerando o episódio uma página virada da sua vida.
Franklin de Souza Martins – Tinha 21 anos, considerado o autor da idéia do seqüestro, bloqueou o automóvel diplomático, além de dar cobertura contra o carro dos agentes do Cenimar. Deixou o Brasil dois meses depois do seqüestro, indo para Cuba, onde foi treinado em guerrilha. Voltou ao país em 1973. Após a queda da ditadura tornou-se um repórter conceituado, participando do governo do presidente Lula.
Cid de Queiroz Benjamin – Tinha 20 anos, foi quem negociou o seqüestro em São Paulo com os líderes da ALN. Dirigiu o Fusca azul que bloqueou a passagem do carro diplomático e o Fusca que perseguiu e intimidou os agentes do Cenimar. Foi preso em abril de 1970, sendo trocado dois meses depois pelo embaixador alemão. No pós-ditadura tornou-se militante do PT, sendo candidato a alguns cargos políticos.
João Lopes Salgado – Tinha 26 anos, sendo um dos que comandou a cobertura na operação que libertou o embaixador. Nunca foi preso, exilando-se no Chile em 1972, seguindo dali para o Panamá e para a França. Retornou após a Anistia, em 1980.
Fernando Gabeira – Tinha 28 anos, foi quem alugou a casa que serviu como cativeiro, levou mensagens do embaixador para a esposa e deixou em um supermercado, a lista com os quinze nomes dos presos políticos que deveriam ser trocados pelo embaixador. Foi atingindo por uma bala, sendo preso em janeiro de 1970. Foi trocado naquele mesmo ano pelo embaixador alemão. Retornou ao Brasil em 1979, iniciando uma promissora carreira de jornalista, escritor e político, sendo eleito para vários cargos.
Paulo de Tarso Venceslau – Tinha 25 anos, foi quem ao lado de Joaquim Câmara Ferreira, Virgílio Gomes da Silva e Cid Benjamin, preparou a ação em um apartamento em São Paulo. Foi quem rendeu o motorista do embaixador, e quem levou nomes de militantes de São Paulo para o Rio de Janeiro para que se compusesse a lista dos quinze prisioneiros. Foi preso no dia 1 de outubro de 1969, sendo torturado pela Oban. Ficou preso até 1974. No pós-ditadura, ocupou vários cargos políticos no Estado de São Paulo.